A carne do acém é pouca mas sabe bem.
Carne de acém é pouca e sabe bem, mas não é para quem filhos tem.Milho entre a vinha, enche a adega e a cozinha.
Ninguém se embebeda com vinho da sua adega.
No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho.
A água corre para o mar e as coisas para o seu natural.
A água corrente não mata a gente.
A água de Janeiro vale dinheiro.
A água do nevão dá pão; a do trovão em parte dá em parte não.
A água fervida tem mão na vida.
A água lava tudo, menos as más acções.
A água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.
A água silenciosa é a mais perigosa.
A quem arde o rabo, água se deita.
A quem é de morte a água lhe é forte; a quem é de vida a água é medicina.
Água ao figo e à pêra vinho.
Água ao pipo, vinho à presa.
Água corrente não mata a gente.
Água danificada, fervida ou coada.
Água de Fevereiro mata onzeneiro.
Água de serra e sombra de pedra.
Água e conselhos, só se dão a quem os pede.
Água e mulher, só boa se quer.
Água e pão, comida de cão.
Água fria e pão quente, nunca fizeram bom ventre.
Água fria sarna cria; água quente nem a são, nem a doente.
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura.
Água quente, nem a são nem a doente.
Água vai, água venha; não se vai ao mato, vai-se à lenha.
Arrebóis de manhã trazem água à noite; arrebóis à noite trazem sol de manhã.
Barra roxa em sol nascente, água em três dias não mente.
Boi ronceiro, bebe água suja.
Branca geada, mensageira de água.
Cada um leva a água para o seu moinho.
Com melão vinho bom, com melancia água fria.
Conselhos e água só se dão a quem os pede.
Dia de São Vicente, toda a água é quente.
Dinheiro mal ganho, água o deu, água o levou.
Fazer bem ao velhaco é lançar água dentro do saco.
Fazer bem a vilão ruim é lançar água em cesto roto.
Fé de mulher é pena sobre água.
Gaivotas pelas portas, água pelas grotas.
Gato escaldado, de água fria tem medo.
Já que a água não vai ao moinho, vai o moinho à água.
Lua com circo, água no bico.
Mais vale a água do céu que todo o regado.
Moças, quem vos deu tão ruins dentes? Água fria e castanhas quentes.
Na água revolta pesca o pescador.
Não digas desta água não beberei.
Não há água mais perigosa que a dormente.
Não te fies em água que não corra, nem em gato que não mia.
Ninguém diga "desta água não beberei".
Nunca digas desta água não beberei.
Pelo São Tiago, cada gota de água vale um cruzado.
Pode levar-se o cavalo até à água, mas não se pode obrigá-lo a bebê-la.
Por cima de melancia, água fria.
Presunção e água benta, cada um toma a que quer.
Quando a fonte seca é que a água tem valor.
Quando Deus quer, água fria é remédio.
Quem ceia vinho, almoça água.
Quem não poupa água e lenha, não poupa nada que tenha.
Quem vê o céu na água, vê os peixes nas árvores.
Sapo que salta, água não falta.
Só se sente a falta da água quando o cântaro está vazio.
Sogras nem as do cântaro, noras nem as de tirar a água.
Sol coelheiro, água no capelo.
Sol frio, água no rio.
Tanto bate a água em pedra dura até que fura.
Velha experimentada por água, vai arregaçada.
Quem pelo alecrim passou e dele não colheu, ou nunca teve amores ou deles se esqueceu.
Alho e vinho puro levam a porto seguro.
Alhos não se misturam com bugalhos.
Aonde alhos há, vinho haverá.
Não confundas alhos com bugalhos.
O que perdeu nos alhos, quer cobrar nas cebolas.
Onde alhos há, vinha haverá.
Quem canta antes de almoçar, ou é tolo ou quer casar.
Quem ceia vinho, almoça água.
Almoço cedo cria carne e sebo; almoço tarde, nem sebo nem carne.
Quem bebe antes do almoço, chora depois do sol-posto.
Quem canta antes do almoço, chora antes do sol-posto.
A fruta proibida é a mais apetecida.
As coisas escondidas são as mais apetecidas.
Boca que apetece, coração que deseja.
Comer e beber, só o que apetecer.
O fruto proibido, é o mais apetecido.
O que a boca apetece o coração deseja.
O que o coração apetece, o coração deseja.
Arroz e castanha é de quem a apanha.
É melhor não mexer o arroz, nem que cheire a esturro.
A vaca bem cozida e mal assada.
Carne mal lograda, cozida e não assada.
Não há carne perdida a não ser lebre assada e perdiz cozida.
Quem a truta come assada e cozida a perdiz, não sabe o que faz e nem menos o que diz.
Ave de bico nunca fez dono rico.
Aves da mesma pena andam juntas.
Das aves, boa é a perdiz, mas melhor é a codorniz.
De ave de bico encurvado, livra-te dela com do diabo.
Do peixe a pescada, da ave a perdiz, da carne a vitela.
Duas aves de rapina não se fazem companhia.
É má a ave que seu ninho suja.
Mulher boa, ave rara.
Pelo canto conhece-se a ave.
Quando o cavalo está morto, a aveia vem tarde de mais.
Semeia a aveia a fugir e a cevada a dormir.
A verdade, como o azeite, vem sempre ao de cima.
Águas de São João, tiram vinho, azeite e não dão pão.
Azeite de cima, mel do fundo, vinho do meio.
Azeite de oliva todo o mal tira.
Azeite no chão, sinal de paixão.
Azeite, vinho e amigo, o mais antigo.
Chorar por um olho azeite e por outro vinagre.
Chuva de São João, tira o vinho e o azeite e não dá pão.
Com o tempo descobre-se a verdade; tal como o azeite vem sempre à tona.
Molho fervido, azeite perdido.
O azeite e a verdade vêm sempre ao de cima.
Quem azeite colhe antes de Janeiro, azeite deixa no madeiro.
Quem azeite mede, as mãos unta.
Quem colhe antes do Natal, deixa o azeite no olival.
Azeitona e fortuna, às vezes muita, às vezes nenhuma.
Não é a pancada da vara que amadurece a azeitona.
Uma azeitona, ouro, segunda, prata, terceira, mata.