bacalhau

Para quem é, bacalhau basta.

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bago

Bago a bago enche a galinha o papo.

De bago em bago, enche a velha o saco.

Dia de São Tiago, pinta o bago.

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baguinho

Antes para nós um baguinho que dois figos para o vizinho.

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banana

Com bananas e bolos se enganam os tolos.

Para a Madeira não se levam bananas.

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barriga

A barriga manda a perna.

Barriga cheia, cara alegre.

Barriga cheia, companhia desfeita.

Barriga lisa não quer camisa.

Barriga quente, pé dormente.

Barriga vazia não conhece alegria.

Daquilo que uns não gostam, outros enchem a barriga.

Osso de assuã, beiço untado, barriga vã.

Palavras bonitas não enchem barriga.

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batata

Batata e pão, juntos dão má digestão.

Louvarás o lírio, mas planta batatas.

Mais vale dois bocados de vaca que sete de batata.

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beber

A bem comer ou mal comer três vezes beber.

A moça a enfeitar-se e a velha a beber gastam todo o seu haver.

A quem não bebe vinho, o diabo o leva por outro caminho.

À saúde dos abades, bebem os reitores.

Anda quente, come pouco, bebe assaz e viverás.

Aquele que sobre o melão não bebe, não sabe o que perde.

Bebe por alegria, não por tristeza.

Bebe vinho branco de manhã e tinto de tarde para teres sangue.

Beber vinho não é beber siso.

Boi ronceiro, bebe água suja.

Caldo de nabos não o bebas nem o dês a teus irmãos.

Chove tanto, que até os burros bebem de pé.

Coitadinho de quem morre, ao paraíso não vai; quem cá fica, come e bebe, logo a pena se vai.

Com teu vizinho casarás teu filho e beberás teu vinho.

Comer e beber, só o que apetecer.

Depois de beber, cada um dá seu parecer.

É como S. Benedito: não come nem bebe e está sempre gordito.

Em Abril o boi bebe no rio.

Enquanto o burro bebe, bebe também o almocreve.

Gente do Minho veste pano de linho, bebe vinho de enforcado e come pão de passarinho.

Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.

Mulher que bebe, tarde paga o que deve.

Na bigorna se prova o ferro e na bebida o homem.

Não assines sem ler, nem bebas sem comer.

Não bebas coisa que não vejas, nem assines carta que não leias.

Não bebas em casa de botica, nem pegues em casa de ferreiro.

Não digas desta água não beberei.

Ninguém diga "desta água não beberei".

Nunca digas desta água não beberei.

Onde entra o beber, sai o saber.

Por cima de pêras, vinho bebas.

Quando puderes beber na fonte, não bebas no ribeiro.

Quem bebe e canta, seu mal espanta.

Quem bebe antes do almoço, chora depois do sol-posto.

Quem come salgado, bebe dobrado.

Quem sobre a salada não bebe, não sabe o que perde.

Sábados a chover e bêbados a beber, ninguém os pode vencer.

Se bebes para esquecer, paga antes de beber.

Sobre melancia, não bebas que faz azia.

Sobre pêras, vinho bebas.

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bebida

A bebida quer-se comida e a comida bebida.

As bebidas fortes fazem os homens fracos.

Bebidas fartas, homens fracos.

Na bigorna se prova o ferro e na bebida o homem.

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bocado

A bom bocado bom grito ou bom suspiro.

A passo e passo anda-se por dia um bom bocado.

Bem sabe o bom bocado, se não custa caro.

Bocado comido não ganha amigo.

Bocado de mau pão não o comas nem dês ao teu irmão.

Bocado que sabe não se dá a frade.

De amigo reconciliado e de caldo requentado, nunca bom bocado.

De cunhado, nunca bom bocado.

De inimigo reconciliado, nunca bom bocado.

Do bolo do meu compadre, come-se mais um bocado.

Guardado está o bocado para quem o há-de comer.

Mais vale dois bocados de vaca que sete de batata.

Ovelha que berra, bocado que perde.

Zorro deitado não apanha bocado.

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boca

À boca da barra se perde o navio.

A boca do ambicioso só se fecha com a sepultura.

A boca que se beijou nunca mal se desejou.

A verdade sai da boca das crianças.

Amor do coração que só de boca não.

Antes e depois da sopa molha-se a boca.

Boca aberta, entra mosca ou sai asneira.

Boca aberta, ou sono ou fome certa.

Boca de mel, coração de fel.

Boca de muito riso, cabeça de pouco siso.

Em boca fechada não entra mosquito.

Boca que apetece, coração que deseja.

Boca que diz não, diz sim.

Boca que diz sim, diz não.

Boca que fala não mastiga.

Boca que se beijou nunca mal se desejou.

Da colher à boca, perde-se a sopa.

Da mão à boca se perde a sopa.

Deus nos livre de bocas abertas, homens de mau recado e de mulheres que correm fado.

Em boca fechada não entra mosca.

Fala a boca o que sente o coração.

Louvor em boca própria é menosprezo.

Mais vale andar no mar alto, que nas bocas do mundo.

Na boca do mentiroso o certo faz-se duvidoso.

Não comas lampreia, que tem a boca feia.

O mal que da tua boca sai, em teu peito cai.

O que a boca apetece o coração deseja.

O velho e o forno, pela boca se aquentam.

Pela boca morre o peixe.

Por cima da sopa, molha-se a boca.

Quem meus filhos beija, minha boca adoça.

Quem tem boca vai a Roma.

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boi

Ao boi pelo corno, ao homem pela palavra.

Arco-íris contra a serra, chuva na terra; arco-íris contra o mar, tira os bois e põe-te a lavrar

Boi bravo que chega a terra alheia faz-se de manso.

Boi com boi é que faz junta.

Boi em terra alheia, vaca é.

Boi farto não é comedor.

Boi luzidio não tem fastio.

Boi morto, vaca é.

Boi ronceiro, bebe água suja.

Boi solto, lambe-se todo.

Boi velho ensina a lavrar o novo.

Boi velho, rego direito.

Criados e bois, de um ano a dois.

De boi manso me guarde Deus, que do bravo eu me guardarei.

De homem para homem não vai força de boi.

De homem ruivo e de boi de rabo alvo, põe-te a salvo.

De homem sem barba, de cão com baba e de boi de rabo alvo põe-te a salvo.

Em Abril o boi bebe no rio.

Entre bois não há cornada.

Guarda-te do boi pela frente, do burro por detrás e da mulher por todos os lados.

Mal vai a corte onde o boi velho não tosse.

Moços e bois de um ano a dois.

Mulher tem força na língua como boi tem no cangote.

Não ande o carro à frente dos bois.

Natal à sexta-feira, por onde puderes semeia; domingo vende bois e compra trigo.

O boi depois de morto é vaca.

O boi é que sobe e o carro é que geme.

O boi luzidio nunca tem fastio.

Os homens conhecem-se pelas palavras, os bois pelos cornos.

Os pintos nascidos em Janeiro, comem um boi e valem um carneiro.

Pelo São Mateus, pega nos bois e lavra com Deus.

Poupe-se ao boi a vista do malho.

Quem quiser o boi valente, ponha-lhe a vaca na frente.

Quem semeia em caminhos, cansa os bois e perde o trigo.

Quem seu carro unta, seus bois ajuda.

Ruivas ao nascente, desapõe os bois e foge sempre.

Vaca que não come com bois ou comeu antes ou come depois.

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bolo

Bolo torto não perde o gosto.

Com bananas e bolos se enganam os tolos.

Do bolo do meu compadre, come-se mais um bocado.

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brasa

Cada um chega a brasa para a sua sardinha.

Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.

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broa

Em broa encetada, todos tiram uma côdea.

Quando em Maio não toa, não é ano de broa.

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