A amásia e a cabra é má coisa sendo magra.
À bouça não chega o dente de cabra.
A cabra puxa sempre para o monte.
A vaca é nobreza, a cabra é mantença, a ovelha é riqueza, mas o polvo é tesouro.
Adem, mulher e cabra, é coisa má sendo magra.
Cabra que vai à vinha, onde pula a mãe, pula a filha.
Queijo de ovelha, leite de cabra, manteiga de vaca.
Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem.
Semeia a fava a passo de cabra.
Cabrito e leitão de um mês e cordeiro de três.
Filho de burro não sai cavalo, nem de cabrito sai bode.
Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem.
Caldo de nabos não o bebas nem o dês a teus irmãos.
Caldo que muito ferve, o sabor perde.
Caldo requentado faz mal a doente.
Caldo sem sal, faz de conta que não tens manjar.
Come caldo, vive em alto, anda quente, viverás longamente.
De amigo reconciliado e de caldo requentado, nunca bom bocado.
É mau o caldo que muita gente tempera.
Galinha velha, faz bom caldo.
O caldo enquanto está na panela chega para todos.
Prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Quem quiser o homem morto, dá-lhe caldo de couves em Agosto.Asno com fome, cardos come.
Burro com fome, cardos come.
Cardo que há-de picar, logo nasce com espinho.
O cardo quando nasce logo pica.
Por Abril corta um cardo e nascerão mil.
A carne do acém é pouca mas sabe bem.
Almoço cedo cria carne e sebo; almoço tarde, nem sebo nem carne.
Carne de acém é pouca e sabe bem, mas não é para quem filhos tem.
Carne de cão, em três dias fica sã.
Carne de hoje, pão de ontem e vinho de outro Verão fazem o homem são.
Carne de peito, sem proveito.
Carne magra, de porco gordo.
Carne mal lograda, cozida e não assada.
Carne nova, de vaca velha.
Carne que baste, vinho que farte e pão que sobre.
Carne sem osso, proveito sem trabalho.
Da carne faz o guisado, das peles guisa o engano.
Do peixe a pescada, da ave a perdiz, da carne a vitela.
Fraco é o cão que não come a carne que lhe dão.
Gado que não puxa não dá boa carne.
Não há amor como o primeiro, nem pão como o alvo, nem carne como a de carneiro.
Não há carne perdida a não ser lebre assada e perdiz cozida.
Pão de hoje, carne de ontem e vinho do outro Verão fazem o homem são.
Pão que sobre, carne que baste, vinho que falte.
Quem come cedo, cria carne e sebo.
Quem come tarde, não cria sebo nem carne.
Quem comeu a carne, que lhe roa os ossos.
Se mal jantas e pior ceias, minguam as carnes e crescem-te as veias.
Se queres criar carne e sebo, deita-te tarde e levanta-te cedo.
A carneiro capado não apalpes o rabo.
A lã nunca pesou ao carneiro.
Até ao Natal salto de pardal, de Natal a Janeiro salto de carneiro e de Janeiro a Fevereiro salto de outeiro.
De manhã em manhã, perde o carneiro a lã.
Do Natal a Janeiro, um salto de carneiro.
De Santa Luzia ao Natal, um salto de pardal, de Natal a Janeiro, um salto de carneiro.
Goraz de Janeiro, vale um carneiro.
Lá vem Fevereiro, que leva a ovelha e o carneiro.
Luar de Janeiro faz sair a galinha do poleiro, lá vem Fevereiro que leva a galinha e o carneiro.
Não há amor como o primeiro, nem pão como o alvo, nem carne como a de carneiro.
Os pintos nascidos em Janeiro, comem um boi e valem um carneiro.
Em Agosto deve o milho ferver no caroço e a castanha no ouriço.
Sinal no pescoço, mulher de caroço.
A castanha tem manha: vai para quem a apanha.
Arroz e castanha é de quem a apanha.
Castanhas do Marão, a escolher se vão.
Das cerejas à castanha, bem a gente se amanha, do castanho ao cerejo, bem mal me vejo.
Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.
Em Agosto deve o milho ferver no caroço e a castanha no ouriço.
Moças, quem vos deu tão ruins dentes? Água fria e castanhas quentes.
Bem mal ceia quem come de mão alheia.
Cear sem pão é comida de lambão.
Jantar tarde e cear cedo, tiram a merenda de permeio.
Quem à mesa alheia come, janta e ceia com fome.
Quem ceia e logo se vai deitar, má noite vai passar.
Quem ceia vinho, almoça água.
Se mal jantas e pior ceias, minguam as carnes e crescem-te as veias.
Sobre jantar, dormir; sobre cear, passear.
Tem má ceia quem come por mão alheia.
A guerra e a ceia começando se ateia.
Antes sem ceia que sem candeia.
Das grandes ceias estão as sepulturas cheias.
Em casa cheia depressa se prepara a ceia.
Mais quer a ceia que toalha fresca.
Por fazenda alheia ninguém perca a ceia.
Quem dorme sem ceia, toda a noite esperneia.
Quem pede para a candeia, não se deita sem ceia.
Tem má ceia quem come por mão alheia.
Cansada é a ceia que vem de casa alheia.
Em Outubro, centeio ruivo.
Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado, nem bom centeio.
As conversas são como as cerejas.
Cada cereja por seu pé prende.
Das cerejas à castanha, bem a gente se amanha, do castanho ao cerejo, bem mal me vejo.
Em Maio, as cerejas uma a uma leva-as o gaio; em Junho a cesto e a punho.
Em Maio, come a velha a cereja ao borralho.
Favas as primeiras, cerejas as últimas.
Favas das mais caras, cerejas das mais baratas.
Quanto mais preta é a cereja, mais doce o é.
Das cerejas à castanha, bem a gente se amanha, do castanho ao cerejo, bem mal me vejo.
Besta sem cevada, não dá boa cavalgada.
Burro morto, cevada ao rabo.
Semeia a aveia a fugir e a cevada a dormir.
A galgo velho deita-lhe lebre que não coelho.
Coelho e vilão, despedaça-o à mão.
Com uma cajadada, matar dois coelhos.
Quando menos se espera, o coelho sai da toca.
Se este coelho mato, com mais três faço quatro.
Da colher à boca, perde-se a sopa.
Depois de comer, não é preciso colher.
Entre marido e mulher ninguém meta a colher.
A bebida quer-se comida e a comida bebida.
A bem comer ou mal comer três vezes beber.
A culpa não a tem o cão, mas quem lhe dá de comer.
A fiar e a tecer ganha a mulher de comer.
À hora de comer sempre o diabo traz mais um.
A hora de comer é mais pequena.
A mulher magra sem ser de fome, foge dela que te come.
A ovelha lazarenta gosta de comer na nascente.
A perdiz é perdida se quente não for comida.
Anda quente, come pouco, bebe assaz e viverás.
Aonde comem dois, comem três.
Apressado come cru.
Arrenego o amigo que come o meu comigo e o seu consigo.
Asno com fome, cardos come.
Bem estou com meu amigo, que come seu pão comigo.
Bem mal ceia quem come de mão alheia.
Bocado comido não ganha amigo.
Bocado de mau pão não o comas nem dês ao teu irmão.
Bom rei, se queres que vos sirva, dai-me de comer.
Burro com fome, cardos come.
Cães e lobos comem todos.
Cobra que não rasteja não come sapo.
Coitadinho de quem morre, ao paraíso não vai; quem cá fica, come e bebe, logo a pena se vai.
Com o teu amo não jogues as pêras; ele come as maduras e deixa-te as verdes.
Come caldo, vive em alto, anda quente, viverás longamente.
Comer até adoecer e jejuar até sarar.
Comer e beber, só o que apetecer.
Comido o Natal, à segunda-feira tem o lavrador que alugar a eira.
Conforme comermos, assim seremos.
De comer até o porco se enche.
Depois de comer, não é preciso colher.
Dizem em Roma que a dama fie e coma.
Dizer e fazer não comem à mesma mesa.
Dos que não comem mel, livre Deus minha colmeia.
Doze galinhas e um galo, comem como um cavalo.
É como S. Benedito: não come nem bebe e está sempre gordito.
É grande saber, calar e comer.
Em Maio, come a velha a cereja ao borralho.
Filho alheio come muito e chora feio.
Fraco é o cão que não come a carne que lhe dão.
Gaiola bonita não dá de comer ao canário.
Galinha de casa mais come do que vale.
Galinha pedrês, não a comas, não a vendas, não a dês.
Gato pede miando e come rosnando.
Gente do Minho veste pano de linho, bebe vinho de enforcado e come pão de passarinho.
Grande prazer, não escusa comer.
Guarda que comer, não guardes que fazer.
Guardado está o bocado para quem o há-de comer.
Homem pobre, a dobrado custo come.
Ir-se-ão os hóspedes, comeremos o pato.
Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.
Mais vale comer na rua que morrer de fome em casa.
Mulher magra sem ser de fome, foge dela que te come.
Não assines sem ler, nem bebas sem comer.
Não comas lampreia, que tem a boca feia.
Não comer por ter comido não é doença de perigo.
Nem amigo reconciliado, nem comer duas vezes guisado.
No tempo em que se come, não se envelhece.
O cão e o gato comem o mal guardado.
O que a minha vizinha come não aproveita a mim.
O Verão colhe e o Inverno come.
Osso que acabas de comer, não o tornes a roer.
Para comer convida-se uma vez, para trabalhar espera-se até chegar.
Perdiz é perdida se quente não for comida.
Perto de quem come, longe de quem trabalha.
Pica-pau não tem machado e come abelhas e formigas.
Por cima de comer, nem um escrito ler.
Pouco comer, pouco rezar e não pecar levam a gente a bom lugar.
Quando o pardal tem fome, vem abaixo e come.
Quem à mesa alheia come, janta e ceia com fome.
Quem a truta come assada e cozida a perdiz, não sabe o que faz e nem menos o que diz.
Quem ao longe faz a boda, pelo caminho a come toda.
Quem come a correr, do estômago vem a sofrer.
Quem come cedo, cria carne e sebo.
Quem come da taverna, duas casas governa.
Quem come, melhor dorme.
Quem come salgado, bebe dobrado.
Quem come tarde, não cria sebo nem carne.
Quem come tudo num dia, no outro assobia.
Quem comeu a carne, que lhe roa os ossos.
Quem mói no seu moinho e coze no seu forno, come o seu pão todo.
Quem não come por ter comido, o mal não é de perigo.
Quem não é para comer, não é para trabalhar.
Quem não se farta de comer, não se farta de lamber.
Quem quiser comer sem sal, vá para o hospital.
Quem só come o que é seu, não faz escarcéu.
Quem tarde vier, come do que trouxer.
Quem tripas comeu e com viúva casou, nunca esquece o que lá passou.
Quem uma ovelha tem, cem cães lha comem.
Quem vende sardinha, come galinha.
Renego o amigo que come o seu só e o meu comigo.
Sardinha sem pão é comer de ladrão.
Se crês tudo que ouves, come tudo que vês.
Se muito come o tolo, mais tolo é quem lho dá.
Se queres cedo engordar, dorme com fome e come devagar.
Setembro a comer e a colher.
Sonhar com burro a comer, são amores a pretender.
Tem má ceia quem come por mão alheia.
Vaca que não come com bois ou comeu antes ou come depois.
Vinte galinhas e um galo comem tanto como um cavalo.
A bebida quer-se comida e a comida bebida.
A religião quer-se como o sal na comida, nem de mais nem de menos.
Água e pão, comida de cão.
Cear sem pão é comida de lambão.
Com maus cozinheiros, queima-se a comida.
Comida feita, companhia desfeita.
Mulher sem pudor é comida sem sal.
Não há comida abaixo da sardinha nem burro abaixo da jumenta.
Queijo com pão, comida de vilão.
Jamais serão boas, a couve requentada e a mulher a casa tornada.
Quem quer couves aos braçados, cava-as todos os sábados.
Quem quiser o homem morto, dá-lhe caldo de couves em Agosto.
Sol na eira, chuva nas couves.
A vaca bem cozida e mal assada.
Carne mal lograda, cozida e não assada.
Duro de cozer, duro de roer.
Não há carne perdida a não ser lebre assada e perdiz cozida.
Ovo cozido, ovo perdido.
Quem a truta come assada e cozida a perdiz, não sabe o que faz e nem menos o que diz.
Quem mói no seu moinho e coze no seu forno, come o seu pão todo.
Galinha velha, faz boa cozinha.
Grande cozinha de pobreza avizinha.
Milho entre a vinha, enche a adega e a cozinha.
Poupa em tua cozinha, aumentarás a tua casinha.
Quem presume na cozinha, não vai à rua com a vizinha.