A seu tempo vêm as uvas e as maçãs maduras.
Das mulheres a rainha, das maçãs a chainha.
De focinho de cão não se tira manteiga.
Queijo de ovelha, leite de cabra, manteiga de vaca.
A abelha, perto do monte, com fonte e casa abrigada, produz mel e cera dobrada.
As moscas apanham-se com mel e não com fel.
Azeite de cima, mel do fundo, vinho do meio.
Boca de mel, coração de fel.
Cara de mel, coração de fel.
Da mesma flor a abelha tira o mel e a vespa o fel.
Dos que não comem mel, livre Deus minha colmeia.
Falas de mel, coração de fel.
Mais moscas se apanham com mel do que com fel.
Mel novo, vinho velho.
O mel, bailando se quer.
O que para uns é mel, para outros é fel.
Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.
Quem lida com mel, sempre lambe os dedos.
Com melão vinho bom, com melancia água fria.
Melão a peso, melancia a olho.
Por cima de melancia, água fria.
Sobre melancia, não bebas que faz azia.
Vinho sobre melancia, dá pneumonia.
Aquele que sobre o melão não bebe, não sabe o que perde.
Com melão vinho bom, com melancia água fria.
Depois de melão, vinho de tostão.
Melão a peso, melancia a olho.
Melão e casamento são coisas de acertamento.
Melão e mulher difíceis são de conhecer.
O melão e a mulher maus são de conhecer.
Por cima de melão, vinho de tostão.
Uvas, figos e melão, é sustento de nutrição.
Capa e merenda nunca pesaram.
Jantar tarde e cear cedo, tiram a merenda de permeio.
A beleza não se põe na mesa.
A educação conhece-se no jogo e na mesa.
Aldeã é a galinha e vai à mesa da rainha.
Amigo de mesa não é de firmeza.
Boa mesa, mau testamento.
Boniteza não se põe na mesa.
Casa varrida e mesa posta, hóspede espera.
Casar com mulher feia e rica é ter boa mesa com fastio.
Dizer e fazer não comem à mesma mesa.
Dois pobres à mesma mesa, um deles fica sem esmola.
Em mesa redonda não há cabeceira.
Jogo franco, cartas na mesa.
Na casinha portuguesa, pão e vinho sobre a mesa.
Na mesa cheia bem parece fogaça alheia.
O que se deixa levar pela avareza põe a desordem na mesa.
Para a mesa e para a cama, uma só vez se chama.
Quem à mesa alheia come, janta e ceia com fome.
Quem canta na cama e assobia à mesa, o juízo pouco lhe pesa.
Luta a onda com o rochedo, quem se lixa é o mexilhão.
Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.
De amigo que não ralha e de faca que não talha, não me dês migalha.
Melhor é migalha de rei que mercê de senhor.
Quando não há pão, até migalhas vão.
A mulher e a galinha são bichos interesseiros: a galinha pelo milho e a mulher pelo dinheiro.
Em Agosto deve o milho ferver no caroço e a castanha no ouriço.
Em Agosto ferve o milho na espiga.
Milho entre a vinha, enche a adega e a cozinha.
Milho ralo faz o dono cavalo e milho basto faz o dono andar de rasto.
O milho plantado tarde, não dá palha nem espiga.
O milho pelo São João deve cobrir um cão.
O primeiro milho é dos pardais.
Quem passarinhos receia, milho não semeia.
Sogro e sogra, milho e feijão, só dão resultado debaixo do chão.