Enquanto ferve a panela, floresce a amizade.
Há sempre um testo para uma panela.
Nunca falta testo para uma panela.
O caldo enquanto está na panela chega para todos.
Panela mexida por muitos, nunca fica bem temperada.
Sempre cheira a panela ao primeiro legume que se mete nela.
A orla é pior que o pano.
À vista do pano é que se talha a obra.
De algodão velho não se faz bom pano.
Em melhor pano há melhor engano.
Gente do Minho veste pano de linho, bebe vinho de enforcado e come pão de passarinho.
Mais vale o feitio que o pano.
Na semana dos Ramos lava os teus panos, que na Paixão lavarás ou não.
Não se queixe do engano quem pela amostra compra o pano.
O bom pano na arca se vende.
Pano velho não tem remendo.
Pela amostra se conhece o pano.
Quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano.
Remenda o teu pano, que dura até ao ano; torna a remendar, que torna a durar.
A água do nevão dá pão; a do trovão em parte dá em parte não.
A chuvinha da Ascensão todo o ano dará pão.
A quem não sobra pão, não cria cão.
Abril frio, pão e vinho.
Água e pão, comida de cão.
Água fria e pão quente, nunca fizeram bom ventre.
Águas de São João, tiram vinho, azeite e não dão pão.
Ano de nevão, ano de pão.
Ano geado, pão dobrado.
Antes de morder, vê com atenção se é pedra, se é pão.
Batata e pão, juntos dão má digestão.
Bem estou com meu amigo, que come seu pão comigo.
Bocado de mau pão não o comas nem dês ao teu irmão.
Bom ano de pão, mau ano de pão; as colheitas o dirão.
Carne de hoje, pão de ontem e vinho de outro Verão fazem o homem são.
Carne que baste, vinho que farte e pão que sobre.
Cartas, mulheres e carradas de pão, para onde pendem para aí vão.
Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Casar, casar que Deus dá pão, se não der pão, dá pau.
Cear sem pão é comida de lambão.
Chuva da Ascensão dá pão.
Chuva de São João, tira o vinho e o azeite e não dá pão.
Chuvas na Ascensão, das palhinhas fazem pão.
De mau grão, nunca bom pão.
Diz o rifão que da terra negra sai bom pão.
Em casa do sisudo faz-se o pão miúdo.
Em casa de pouco pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Fidalgo sem pão é vilão.
Filho da minha filha, toma pão e senta-te aqui; filho da minha nora, toma o pão e vai-te embora.
Fraco é o padeiro que diz mal do seu pão.
Gente do Minho veste pano de linho, bebe vinho de enforcado e come pão de passarinho.
Guarda pão para Maio, lenha para Abril, o melhor bicão para o São João.
Inverno com nevão, ano de pão.
Janeiro molhado, se não é bom para o pão, não é bom para o gado.
Lágrimas com pão, ligeiras são.
Leitão sem pão até à porta vai.
Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
Maio hortelão, muita parra e pouco pão.
Mais vale pedaço de pão com amor que galinha com dor.
Meia vida é a candeia e pão e vinho a outra meia.
Muito pão ou pouco pão, as colheitas o dirão.
Na casinha portuguesa, pão e vinho sobre a mesa.
Não busques pão no focinho do cão.
Não há amor como o primeiro, nem pão como o alvo, nem carne como a de carneiro.
Nem só de pão vive o homem.
Neste mundo mesquinho quando há para pão, nunca há para vinho.
No São João pinga a sardinha no pão.
O pão pela cor e o vinho pelo sabor.
O vento suão cria palha e pão.
Onde há cães, há pulgas, onde há pães há ratos, onde há mulher há diabos.
Pão achado não tem dono.
Pão de hoje, carne de ontem e vinho do outro Verão fazem o homem são.
Pão de padeira não farta nem governa.
Pão do vizinho sabe mais um bocadinho.
Pão duro é melhor que figo maduro.
Pão e vinho andam caminho que não moço ardido.
Pão e vinho um ano meu, outro do meu vizinho.
Pão mole e uvas, às moças põem mudas e às velhas tiram as rugas.
Pão que sobre, carne que baste, vinho que falte.
Pão quente faz mal ao ventre.
Pão quente, muito na despensa e pouco no ventre.
Para a fome não há pão duro.
Pelo São João, lavra se queres ter pão.
Poda tardio, semeia temporão, terás vinho e pão.
Quando chove na Ascensão, até as pedrinhas dão pão.
Quando há fome não há pão ruim.
Quando não há pão, até migalhas vão.
Queijo com pão, comida de vilão.
Queijo com pão, faz o homem são.
Quem compra pão de praça e vinho de taverna, filhos alheios governa.
Quem dá o pão, dá a educação.
Quem dá o pão e não dá o castigo, não viu a sombra do paraíso.
Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.
Quem me vir e ouvir, guarde pão para Maio e lenha para Abril.
Quem mói no seu moinho e coze no seu forno, come o seu pão todo.
Quem poda tardio e semeia temporão, tem vinho e pão.
Sardinha sem pão é comer de ladrão.
Sardinha de S. João pinga no pão.
Sem pão não se fazem formigos.
Trigo na eira, pão na masseira.
Uvas, pão e queijo, sabem a beijo.
Vento suão, não dá pão.
Vinho pela cor, pão pelo sabor.
Vinho turvo e pão quente, são inimigos da gente.
Duas mulheres e um pato fazem uma feira.
Ir-se-ão os hóspedes, comeremos o pato.
Leitão de um mês e pato de três.
A peixe fresco gasta-o cedo e à tua filha crescida dá-lhe marido.
Aos peixes não se ensina a nadar.
Cada qual vê a moral e a sabedoria segundo a sua perspectiva: o peixe olha de baixo, o pássaro de cima.
De grandes rios, grandes peixes.
De rio pequeno não esperes grande peixe.
Do peixe a pescada, da ave a perdiz, da carne a vitela.
Filho de peixe, sabe nadar.
Hóspede e peixe com três dias fede.
Nem de cada malha peixe, nem de todo o mato feixe.
Nem tudo o que vem à rede é peixe.
O nabo e o peixe debaixo da geada crescem.
O que vem à rede é peixe.
Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir dai-o.
Peixe fresco, come-o cedo.
Peixe não puxa carroça.
Peixe podre, sal não cura.
Pela boca morre o peixe.
Pescador apressado, perde o peixe.
Quem pesca um peixe, pescador é.
Quem vê o céu na água, vê os peixes nas árvores.
De pequenino se torce o pepino.
Se queres ver teu marido morto, dá-lhe pepino em Agosto.
A seu tempo se colhem as pêras.
Com o teu amo não jogues as pêras; ele come as maduras e deixa-te as verdes.
Por cima de pêras, vinho bebas.
Sobre pêras, vinho bebas.
Água ao figo e à pêra vinho.
A perdiz é perdida se quente não for comida.
Das aves, boa é a perdiz, mas melhor é a codorniz.
Do peixe a pescada, da ave a perdiz, da carne a vitela.
Não há carne perdida a não ser lebre assada e perdiz cozida.
No tempo das perdizes, tanto mentes quanto dizes.
Perdiz é perdida se quente não for comida.
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quem a truta come assada e cozida a perdiz, não sabe o que faz e nem menos o que diz.
A mulher e a pescada quer-se da mais alentada.
Da mulher e da pescada, a mais alentada.
Da pescada a rabada, fresca que não salgada.
Do peixe a pescada, da ave a perdiz, da carne a vitela.
Pescada de Janeiro, vale carneiro.
A cada porco agrada a sua pousada.
Assim se cria o horto como o porco.
Carne magra, de porco gordo.
De comer até o porco se enche.
Em Janeiro, um porco ao sol, outro no fumeiro.
Focinho de porco e galinha de bico, nunca fizeram o homem rico.
Morto por morto, antes a velha que o porco.
Não se dão pérolas a porcos, nem se sustentam burros à argola.
Pelo Santo André, porco na polé.
Pelo Santo André, pega-se o porco pelo pé.
Por São Lucas, mata teus porcos e tapa tuas cubas.
Porco fiado grunhe todo o ano.
Porco fresco e vinho novo, cristão morto.
Quando os porcos bailam, adivinham chuva.
Quatro horas dorme o santo, cinco o que o não é tanto, seis o estudante, sete o caminhante, oito o porco e nove o morto.
Quem nasceu para porco, nunca chega a porqueiro.
A vingança é um prato que se serve frio.
Muitas mãos no mesmo prato é uma guerra de muito aparato.
Os invejosos têm um no papo e outro no saco e choram pelo que está no prato.