A religião quer-se como o sal na comida, nem de mais nem de menos.
Caldo sem sal, faz de conta que não tens manjar.
Mulher sem pudor é comida sem sal.
O ovo quer sal e fogo.
O sal quanto salga, quanto vale.
Ovo sem sal não faz bem nem mal.
Peixe podre, sal não cura.
Quem quiser comer sem sal, vá para o hospital.
Quem sobre a salada não bebe, não sabe o que perde.
Salada bem salgada, pouco vinagre e bem azeitada.
Da pescada a rabada, fresca que não salgada.
Quem come salgado, bebe dobrado.
Salada bem salgada, pouco vinagre e bem azeitada.
A como vendes a sardinha? A como encontro a tolinha.
A mulher e a sardinha nem a maior nem a mais pequenina.
A mulher e a sardinha quer-se da mais pequenina.
Cada um chega a brasa para a sua sardinha.
Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.
Da garganta para baixo, tanto sabe a galinha como a sardinha.
Em Agosto sardinha e mosto.
Em casa não tens sardinha, na alheia pedes galinha.
Não há comida abaixo da sardinha nem burro abaixo da jumenta.
No São João pinga a sardinha no pão.
Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
Quem vende sardinha, come galinha.
Sardinha sem pão é comer de ladrão.
Sardinha de Abril, vê-la e deixá-la ir.
Sardinha de S. João pinga no pão.
A preguiça morreu à sede à beira do rio.
Abre o poço, antes que tenhas sede.
Cava um poço antes de teres sede.
Nem com toda a sede ao pote, nem com toda a fome à arca.
Quem tem sede, não se atira ao rio.
A cão mordido e a homem batido todos molham a sopa.
À sombra do padrinho, boa sopa ao afilhado.
Antes e depois da sopa molha-se a boca.
Da colher à boca, perde-se a sopa.
Da mão à boca se perde a sopa.
Em velha gamela também se faz boa sopa.
Não se deve cuspir na sopa que nos mata a fome.
Por cima da sopa, molha-se a boca.
Ralhos não fazem sopa.
Sopa fervida, alarga a vida.
Sopas e amores, os primeiros são os melhores.
Trigo lobeiro cresce no forno, na sopa e no tabuleiro.